sexta-feira, 16 de abril de 2010

.um pouco de tudo.

É estranho quando eu leio certas coisas, e me dá uma terrivel vontade de correr aqui e escrever o que eu penso. Me faltou coragem de voltar aqui esses ultimos meses, mas hoje a intensidade com que tal vontade me pegou foi maior.

Sinto que antes de falar de meus pensamentos, eu tenho que dar uma satisfaçao de meu total abandono, mas é muita coisa, entao prefiro resumir os acontecimentos mais importantes. Nao eu nao passei em medicina, e sim eu passei pra psicologia na federal do meu estado. Se eu to curada do TA? bom so posso dizer que o caminho é longo, mas estou muito melhor do que quando comecei a escrever aqui; continuo o tratamento, com os remedios, e voltei a viver, o que hoje me é mais importante ressaltar.

Mas hoje eu vim aqui pa falar de umas coisas que eu li no blog de uma grande amiga. Coisas das quais, so eu entendo, e sinto. Descobri que ainda tenho sensibilidade para com certos textos. Me toca lembrar da ''epoca'' em que estavamos as duas juntas no mesmo caminho. E pra ser sincera hoje eu olho pra tudo aquilo, e tenho um alivio. Porque eu sei melhor que ninguem o quanto foi dificil, nao so pra mim mas como pra ela. Pelo que eu observo, é totalmente prematuro dizer que estamos ''curada'', porque eu tenho a sensaçao de que isso vai de uma certa forma nos acompanhar pro resto da vida; mas eu acredito que o papel da terapia seja exatamente esse, o de ajudar a mostrar como se livrar e deixar que elas - anna e mia- sejam so um passado distante. Nao tenho coragem de dizer que estou curada, porque nao estou. Eu caminho pro encontro dela, e hoje eu sei que ela ta bem mais perto que antes. Recaida? seria hipocrisia dizer que nao. Mas sao tao distantes que nem me lembro a ultima vez. Tenho dificuldades pra comer, embora tenha recuperado o peso saudavel.
É incrivel como me passa um filme na cabeça quando penso em tudo o que eu me propus a viver. Mas como eu sempre digo, é com os erros e dores onde a gente mais consegue aprender.

Deixo um beijo especial pra Marcy. Penso em voce quase que diariamente =*
e pra voces que estiveram comigo nesses anos.
=*

sábado, 3 de outubro de 2009

Necessary Losses









Minha mãe comprou um livro que fala sobre perdas. Perdas que são necessárias. Logo no prefacio do livro, pensei em perdas das quais são mais visíveis.








Quando pensamos em perda,
pensamos na morte das pessoas que amamos. Mas a perda é muito mais abrangente em
nossa vida. Pois perdemos, não só pela morte, mas também por abandonar e ser
abandonado, por mudar e deixar as coisas para trás e seguir nosso
caminho.


Mas ao decorrer da leitura descobri que a mensagem é sobre perdas das quais não notamos, que muitas vezes são invisíveis. Eu sempre tive certeza de que se pode aprender muito com os erros, e hoje cheguei a conclusão de que com perdas não é diferente. Perdas fazem parte da vida, e essas perdas são necessárias porque para crescer temos de perder, abandonar e desistir.
Isso me fez lembrar de uma experiência pessoal. As vezes invertemos sobre o que devemos desistir. E percebi que não deveria desistir do meu sonho, mas desistir daquilo “que atrapalharia” a realização do sonho.
As vezes precisamos abrir mão do habitual, precisamos sair da zona de conforto. Desistir hoje aquilo que me deixa contente, é o caminho para a realização, e isso vale para todas as áreas da vida. Existem as coisas das quais desistimos para poder crescer.
Perdas fazem parte da vida. O que somos e como vivemos é determinada, de uma forma ou outra, pelas nossas experiências de perda.Examinar estas perdas permitem aceitar e modelar melhor os fatos da nossa vida.Começar a perceber como nossas perdas moldaram e moldam nossas vidas pode ser o começo de uma vida mais promissora e Feliz.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Eu sempre tenho vontade de vir aqui e escrever mas nem sempre me permito isso. Hoje nao quero falar unicamente de como estou. mas de algumas coisas que ando lendo, e que sao o tipo de coisa que me faz pensar - mais profundamente.

-Bem! - pensou Alice consigo mesma. -Depois de uma queda como esta, eu nao vou achar nada de despencar da escada! Como vao me achar corajosa em casa! Bom, eu nao diria nada a respeito, mesmo se caísse de cima de casa!...
Para baixo, para baixo, para baixo. A queda nao termina nunca


As vezes se pararmos pra pensar, percebemos que certas frases, querem dizer alem daquilo que se imagina. Tenho escutando constantemente da minha analista (sim, estou no estagio de "em analise"), que hoje tudo, ou quase tudo, eu tiro de “letra” se comparado a pouco mais de 2, 3 anos.
Desde que eu comecei a querer compreender o T.A, e a entender o que teria levado ao seu "surgimento", conclui que isto vai muito alem do que a midia, as pessoas, e ate alguns medicos dizem. Nunca consegui explicar para um outro alguem, que a bulimia e a anorexia, quase nunca, é por capricho, futilidade, manifestaçao de vaidade, de infantilidade. Nunca achei que fosse essas coisas. Eu sempre soube que era muito, muito mais que só isso. É alem de tudo uma forma - inutil, e fantasiosa - de se querer ter controle sobre alguma coisa. Principalmente em meu caso. Eu tenho um pessimo defeito de querer ter o controle do que penso, digo, faço, e principalmente do que sinto. E houve uma epoca em que eu nao conseguia ter controle de a-b-s-o-l-u-t-a-m-e-n-t-e nada em minha vida. Acredito que esse tenha sido uns dos, muitos motivos. Se algum dia eu parar pra pensar, e lembrar, e escrever tudo o que eu me lembro em minha vida, de todos os momentos de frustaçoes, medo, DORES! dos anos sofrendo calada por uma obcessao por controle, perfeiçao, e de um T.A. Sei que vou chegar a conclusao de se comparado a 3 anos atras, meus problemas hoje nao sao nada. Sao problemas sim, me dao ansiedade, insonia.mas sao muito mais fácies de se superar e resolver do que os que ja tive. Afinal, do mesmo jeito que se aprende com os erros, se aprende com as dores. E pode parecer, digamos estúpido de minha parte, mas hoje vejo que tudo o que passei, fez de mim o que eu sou hoje. Quem eu sempre quiz ser. Poderia ter chegado aqui de outra forma, mas nao houve. Aprendi a fazer proveito nao apenas de coisas boas, mas principalmente de coisas ruins das quais me permiti passar.

Sim, chega um momento que temos a opçao de largar tudo, de se 'curar'. Mas cria-se um certo tipo de dependencia tao profundo.
A uma certa altura, um T.A deixa de ser 'por causa de' alguma coisa. Deixa de ser por causa da sua familia, ou da sua cultura. Muito simplesmente, ele se torna um vicio nao apenas emocional como quimico
É ae que entra a questao do controle. Sentir que esta se controlando algo, é viciante, é obcessivo.

A cada dia tento superar minha obcessao por controle, isso se tornou um exercício diário. Continuo lutando a cada dia contra meus “monstros”. E hoje, percebo que a maioria das coisas, dos problemas, são bem mais fácil de resolver. As dores são mais “suportáveis”.

sábado, 4 de julho de 2009

Tento achar palavras, pra começar a dissertar, mas como de costume isso me falta. Tem algum tempo que este blog esta no ar, e me pus a pensar qual teria sido o motivo da criaçao desde. E como todos existentes a respeito deste assunto, este nao foi diferente. foi so mais uma maneira de escapar, ou ficar mais perto, daquilo que estava se tornando a minha vida. Quando penso em mim, vivendo em um "mundo paralelo" do real, reconheço que tive escolhas, boas e ruins. " Na vida fazemos escolhas.Em toda escolha há perdas"(Augusto Cury). Reconheço que perdi muito, perdi saude, confiança, auto-estima,felicidade, perdi amor por mim. Mas hoje, me atrevo a dizer, que tambem ganhei, apesar de tudo, eu ganhei amigos insubstituiveis, ganhei uma visao diferente da vida, ganhei sensibilidade. Em pouco mais de 3 anos, vejo o quanto mudei, e sei que grande parte desta mudança, foi em funçao do T.A. Muitas vezes me pego pensando em como eu fui, ou como eu era antes disso tudo, hoje vejo que mudei, e muito. a quem diga q eu estou irreconhecivel, mas eu apenas afirmo, estou melhor. hoje sou melhor do que ja fui. minhas mudançao nao sao apenas externas, e olha que essas sao grandes, mas principalmente interna. Hoje ja nao sou a mais a menina mimada e futil que era, nao sou patricinha!, apesar de ser delicada. nao sou fresca, simplesmente sei o que quero, e quero o melhor. Hoje percebo que minhas mudanças, precisaram de todas as minhas lagrimas, elas foram fundamentais. Hoje tenho minhas opinioes formadas, luto pelo que penso, mesmo nem sempre sendo o certo. Hoje sei que sou mais forte do que me achava, e ao mesmo tempo que sou sensivel consigo ser a mais "durona" de todos. Hoje eu vejo q to crescendo, e eu nunca imaginei que fosse ser tao assustardor, mas ao mesmo tempo me da uma sensaçao de liberdade, de que eu ja posso tomar minhas proprias decisoes. A cada dia descubro que tem algo melhor brotando dentro de mim.
É assustador, afinal é um novo começo, uma etapa nova da minha vida. Etapa esta que eu vou percorrer sozinha.

Goo!